terça-feira, novembro 07, 2006

Por debaixo da carpete...

Preconceito nº 5

A despenalização da IVG faz disparar os números do Aborto!


Mas alguém acredita nisto!?
Será que anda tudo doido... ou será apenas má fé?

Dizem os detractores da despenalização que, desde que a IVG foi despenalizada em Espanha há mais abortos! São números oficiais!

Pois é! É precisamente isso! É que agora os números são oficiais! Hoje sabemos quantos abortos se fazem em Espanha. Os de lá mais os de cá. Todos legais.

Em Espanha tiveram coragem e deixaram de tapar o sol com a peneira. Até porque, como é sabido, a peneira não evita o escaldão...

Os que, ferozmente, se batem pela penalização do aborto fazem-me lembrar aqueles que, sorrateiramente, colocam o seu lixo debaixo da carpete... com a agravante que ainda chamam porcos aos vizinhos.
Pode ser que não... pode apenas ser dos óculos...

Tenham dó!

16 comentários:

Belzebu disse...

eheheh! E a porca da tua vizinha é sempre mais porca do que a minha!!!

Basta de tanta hipócrisia!

Saudações infernais!

Anónimo disse...

Já se começa a xxxutar p'ra canto!
ahahaha!

Oskar

Eduardo Leal disse...

Desculpa Óscar, mas não percebo as tuas formas de ler os posts.
Quem chuta para canto?
Preferes ver o assunto tratado a granel para que fique tudo confuso?
Qual é afinal o teu ponto de vista?

É que eu, como me parece ser bem evidente, tenho um ponto de vista, mas não pretendo impô-lo a ninguém... até porque acredito que não sou o dono da verdade... apenas vemos, ouvimos e lemos.

Sulista disse...

Agora há mais abortos...AHAHAHAHAH !!!
Pois, é natural, dantes, não se contavam pq não eram nºs oficiais!

...é o que eu digo, ele há cada 'aborto' por aí!

nunofigueiredo disse...

ó amigo Eduardo vá com calma!

o mal destas questões é a falta de informação.

Por estas e por outras é que eu defendo que a assembleia da republica já tem autoridade para legislar sibre o assunto.

Não há necessidade de referendo.


Há questões pessoais/religiosas/sociais/culturais. enfim! uma serie de factores que levam a questão para a confusão. que alias é benefica para uma das partes em contenda.

E por isso o vejo, leio, mais intenso e agressivo.

tenha calma.
tenho recomendado muito o seu blog para que algumas pessoas vejam alguma informação sobre o assunto.

Porque muita gente sentew o mesmo mas o não sabe escrever.

Bem abraço.

Para que conste sou a favor da IVG, mas sou contra o ABORTO.

Carmen disse...

Concordo com o Nuno Figueiredo no que respeita a inutilidade deste referendo, mas já que vai mesmo haver referendo é preciso continuar a derrubar preconceitos.
Não te deixes distrair...

Sulista disse...

«Não te deixes distrair...»

CArmen DIXIT !!
;-)

~*Vica*~ disse...

Aqui ainda é crime... acho um absurdo, todo mundo sabe que acontece, todo mundo conhece pelo menos UMA mulher que já fez...

blogoexisto disse...

A coisa ainda não começou. Quando começar, vão chover "manobras de distracção". Já foi assim da outra vez, porque é que agora havia de ser diferente?

Mariazinha disse...

Quero agradecer-lhe a visita ao meu blog.
Quanto à IVG somos um povinho hipócrita no que diz respeito a assuntos que ainda são "dominados" pela Igreja Católica.
Nenhuma mulher faz um aborto de animo leve e no nosso país isso é coisa de mulheres...
Vamos educar os mais novos a ter uma vida sexual responsável.
Um abraço

Anónimo disse...

Uma das coisas que a vida me tem demonstrado é que às vezes através de amigos se conhecem pessoas de excepção nas quais a palavra amizade atinge verdadeiro significado. Combativo por natureza, o "normal" seria que quando enfrentássemos pessoas do "mesmo calibre" começássemos a detestar o outro, sobretudo quando os pontos de vista partem de campos ideológicos opostos. São raras as vezes que isso não acontece e são também raras certas amizadesque eu preservo.
Como muitos da minha idade a "formação" politica foi-nos dado depois do dia 26 de Abril e com as consequências do 25 de arbil...A ilusão democrática acompanhou toda a minha juventude; teorias como alternância, maiorias, minorias, igualdades, referendos, Europa... partiam todos deste pressuposto democrático de a maioria é que decide e por conseguinte com razão ou não...temos que ser democratas!
As declarações da antiga fanática do Sá Carneiro que agora diz ao camarada Zé Sócrates, temos que ouvir a rua e logo no mesmíssimo discurso diz - pró caralho com o voto popular, são típicas de gente que nunca esteve bem consigo mesma nem com o próprio sistema que divinizam. Gente desta poderia aconselha-las a emigrar para qualquer parte do mundo mas penso que actualmente a Coreia do Norte será o "resort" mais aconselhado. E como dizia o velho Oscar – Votar é mijar contra o vento!
Mas também o Oscar não é democrata!
Cuba Libré!
Pátria o muerte!

P.S. - Concentra-te Eduardo!

Oskar (kada vez gosto mais assim e já komecei a deixar de lavar a kabeça!)

Eduardo Leal disse...

Meu caro Óskar,

O importante é saber separar as amizades das diferenças de opinião... até porque unanimismos são coisas bem desaconselháveis e é histórico que a discussão é a dialéctica essencial.

Quanto às afirmações da Helena Roseta, entendo que não as devemos descontextualizar.
O primeiro referendo à questão da IVG foi uma farsa orquestrada pelo Sr. António Guterres para legitimar pelo voto do povo o fim de uma questão que o incomodava.
Pois foi! E como foi assim, agora só com um novo referendo se poderá legislar sobre esta matéria. Faz sentido!

Mas... imaginemos agora que, no próximo referendo 25% + 1 dos portugueses votavam SIM e apenas 25% votavam não. O referendo era vinculativo?
E se fosse ao contrário?
É que, não podemos esquecer que, no último referendo, apenas votaram menos de metada dos eleitores.
Dir-me-ás que votaram os que votaram e que por um se ganha, por um se perde...
E dirás, se o disseres, bem!
Apesar disso, e mesmo discordando, compreendo a Helena Roseta, que considero, pelo menos para já, acima de certo tipo de suspeitas.

Do mal o menos... já que agora uma certa alimária da igreja católica, dita universal, entendeu vir apregoar que o poder terreno não tem autoridade para julgar legal esta questão.
Apetece-me gritar!
À fogueira! À fogueira! Que eles andam aí!

manudra disse...

olá! Ia a passar e resolvi escrever umas palavrinhas...
A minha profissão obriga-me a contactar com mulheres que abortam espontaneamente e com mulheres que recorrem às urgências do hospital depois de um aborto mal feito e que necessitam de ajuda urgente...
Quando entram bloco a dentro, vêm sempre a chorar...A ultima tinha 20 anos e ao adormecer, antes de ser submetida a uma curetagem(vulgo raspagem) disse que queria uma bola de brelim, algodão doce e o seu bébé...
Há sempre uma história de vida por de trás de um aborto,essa própria vida vai lembrar-lhes para o resto de vida o filho que não tiveram...
Portanto já basta a vida para julgá-las, não são precisas as leis dos homens para o fazer

Anónimo disse...

Copiado aí algures (mais um pré- conceito abolido)
A GRAVIDEZ SEGUE DENTRO DE MOMENTOS
Aproveito a minha estreia neste blogue para informar os leitores de que sou completamente favorável à interrupção voluntária da gravidez. Parece-me uma das grandes conquistas dos últimos anos, um dos grandes progressos clínicos, isto de a mulher ter a possibilidade de fazer parar por algum tempo a sua gravidez, retomando-a a posteriori.
As vantagens são iniludíveis. As companhias de aviação, por exemplo, teimam em não transportar mulheres no final do tempo. Com a prerrogativa da interrupção da gravidez, o problema resolve-se por si. A grávida interrompe a gestação, embarca na aeronave, goza o merecido período de férias e regressa à Pátria ao cabo de duas semanas de sol e folia, bronzeada da cabeça aos sapatos e pronta a reatar a gravidez interrompida. Um notável progresso. Durante largos anos presumi na minha ignorância científica que tal interrupção não era exequível. Mas é-o.
Os casamentos à pressa por gravidez da nubente tendem a acabar. (Qual depressão pós-parto! O que as noivas portuguesas padeciam era de um verdadeiro stress pré-parto, na hora de enfrentar o pai severo e a mãe beata.) Pois a partir de agora, ao tomar consciência do seu estado, a menina interrompe a gravidez. Tratará então, sem pressas nem taquicardias, dos arranjos florais, da boda, dos padrinhos, das alianças, dos convidados. Pode demasiar-se três meses nesses preparos. Sempre com acompanhamento médico e, o que mais importa, de cinturinha delgada. Logo após, enroscadas as alianças nos anulares da dupla, a noiva prosseguirá a gravidez, desinterrompendo-a.
No meu entender modesto, seria apenas conveniente legislar sobre a quantidade de vezes em que a mulher pode interromper a gestação durante a prenhez. Isto para que uma senhora que engravide em Novembro de 2006, por exemplo, não dê à luz só em Fevereiro de 2011. Tal não seria possível nos arcaicos tempos da gestação de 9 meses, mas poderá sê-lo agora — com esta faculdade da interrupção voluntária, que eu aprovo sem ambages. O que eu sou mesmo é contra o aborto.

Eduardo Leal disse...

Já cá faltava a desinformação, a ironia anónima e cobarde, a preversão das verdades e a mentira.

Com atoardas como a anterior, pretendem provavelmente enganar os menos atentos.

Com disparates como o anterior, tipo "reducio ab absurdum" pretende-se iludir os que, de boa fé, legitimamente preocupados com o direito à vida, hesitam entre esse direito e o direito à escolha, à dignidade, e muitos outros direitos que deveriam sempre fazer parte da condição humana.
O Bispo aparvalhado que há dias disse que o estado não tem autoridade para legislar nesta matéria, não deixa de ter razão. O estado não deveria precisar de se preocupar com direitos como este.

Deus julgará mais tarde e perdoará ou não, conforme entender a sua imensa sabedoria.

Só espero que estes energúmenos que tentam, só Deus saberá por que razões secretas, iludir quem procura consensos e o respeito pelos outros, tenham o devido tratamento às portas do céu...

Carmen disse...

E porque será que certas opiniões nunca aparecem assinadas???
Esconder-se atrás do anónimo é uma grande prova de rectidão moral e intelectual, sim senhor!!!
Gosto de gente assim corajosa, que dá a cara em nome daquilo que acredita!!!