domingo, dezembro 10, 2006

Partiu sem castigo!


Morreu hoje um dos mais hediondos tiranos da História recente.



Eu sei que não é fácil estabelecer uma ordem de grandeza no que diz respeito à crueldade de algumas figuras do século passado que, quis a história, transitaram para o século XXI ainda vivas.

Mas importa, agora que Pinochet está morto, não esquecer as suas façanhas, e, sobretudo, tentar castigar todos os que com ele fizeram coro.

É provável que o anterior Papa lhe tenha concedido o perdão... é possível!
Mas não creio que lhe tenha dado a chave do paraíso.

Porque a crueldade, quando levada a certos extremos, não tem justificação.
Muita coisa pode justificar certas atitudes, a forma como se pensa, os gestos que usamos.
Mas em certos actos, a culpa não pode ser só dos pais, de tios malvados ou de uma infância difícil.
Porque no caso deste tirano, não se trata de gostar de um "jogo" um pouco mais duro.
Não é uma questão de mais ou menos "masculinidade", nem uma forma diferente de ver o poder!

É barbárie!
O exercício do poder levado aos seus limites mais horríveis.

Ficam para a história todos os relatos desses dias de "chuva em Santiago".
Ficam todos os orfãos desse Chile mutilado.
Ficam todos os Pais que nunca mais viram os filhos.



E fica sobretudo, esse sabor amargo de um crime sem castigo!


Mas... a morte, essa chegou inevitável e fria. Que a terra lhe pese em cima e que arda para todo o sempre nas profundezas dos infernos!

16 comentários:

Belzebu disse...

Amigo Eduardo Leal, este já cá canta na grelha, como um franganito a rir-se para as brazinhas. Agora espero por outro, não de muito longe desse, que fez tantas ou mais vitimas e continua a fazer, mas do qual, ainda é politicamente correcto não falar!
Mas que ele para cá caminha, oh se caminha!

Saudações infernais!

Sulista disse...

Este vai pró Inferno de certeza!!!
Chamem o Mafarrico e o Belzebu!


;-D

aitb disse...

:( infelizmente não acredito no inferno... só no inferno q certos homens criam.. como o caso de Pinochet... "sabor amar go de um crime sem castigo".. é isso mesmo.

Ainda assim repito: a melhor vingança será um chile próspero livre e com pessoas felizes..

:)

PS: gostei do blog. :)

Anónimo disse...

"Agora espero por outro, não de muito longe desse, que fez tantas ou mais vitimas e continua a fazer, mas do qual, ainda é politicamente correcto não falar!" Fidel - tenha calma...não neste sitio!

Remember Pol Pot

(*) Por Janer Cristaldo


17/8/2001

A guerra semântica, no século que passou, foi sem dúvida alguma ganha pelas esquerdas. Quando Hitler mata, temos um genocídio. Quando os assassinos se chamam Stalin, Mao ou Pol Pot, ninguém pensa em genocídio. Tampouco a imprensa fala em genocídio ao referir-se aos cem milhões de mortos do comunismo. Intelectuais mais ousados, entre eles os atuais líderes petistas, até já admitem que houve... um desvio. Ora, não vamos levar ninguém a tribunais por meros desvios.

Neste início de milênio, algo parece estar mudando. O Ocidente se regozija por ter submetido ao julgamento do Tribunal Penal Internacional, instituído em Haia por resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas, um homem de Estado, o primeiro depois de Nurenberg. No caso, o líder sérvio Slobodan Milosevic. Há neste fato um detalhe escanteado pela mídia. Ninguém mais parece lembrar que Milosevic era líder do Partido Comunista iugoslavo. O romeno Ceaucescu foi fuzilado, em uma queima de arquivo sumária. O campeão de tiro na nuca da ex-Alemanha Oriental, Honecker, morreu em liberdade no mesmo Chile que pede a cabeça de Pinochet. Sobrou para o iugoslavo. Foi preciso morrer cem milhões de gentes e um império afundar, para que um chefe de Estado comunista fosse julgado. É pouco, mas já é algo.

Um outro assassino - e dos mais entusiastas - quase chegou às barras de um tribunal, o cambojano Pol Pot. Em 97, um tribunal constituído por cúmplices seus do Khmer Vermelho o teria condenado à prisão perpétua. Falo no condicional, pois ao morrer, em circunstâncias suspeitas em abril de 98, o ditador vivia livre como um passarinho. Do julgamento pra valer, a morte o poupou.

Norodom Sihanouk costumava afirmar que se tivesse de mandar os estudantes cambojanos estudar no Exterior, os mandaria para Moscou. Jamais para Paris, de onde voltavam marxistas. Sabia muito bem do que falava. Pol Pot, que em cinco anos de ditadura conseguiu matar um quarto dos cambojanos, tivera sua formação humanística no Quartier Latin
...

Janer Cristaldo

Zé Rocha disse...

Infelizmente o Inferno é nesta Terra, quando aparece gente deste jaez.
A reter dois pormenores:

Augusto Pinochet só submeteu o povo do Chile a ferro e fogo, devido ao apoio e conivência dos USA, nomeadamente através da CIA, e de algumas multinacionais.

Está enterrado e k a terra lhe pese, já que a consciência não lhe pesou, mas a genética tem destas coisas, deixou um neto militar, que se puder...

Anónimo disse...

É velha de séculos a mania de perseguir quem não tem as mesmas ideias. O que vai mudando com os tempos é o tratamento que a imprensa concede aos perseguidores, consoante o pavilhão politico que lhes enfuna a embarcação. Os ditadores de direita são todos uns tratantes; os de esquerda, ao invés, são uns amores, cheios de fraternidade e a pingar tolerância pelos poros socialistas. Estes costumam ser recebidos de abraço pelos nossos democratas exemplares, ao passo que os outros são escorraçados da vizinhança como cães raivosos. Os de direita são tratados (ou maltratados) de ditadores, carrascos, déspotas, tiranos, torcionários, sanguinários. Os de esquerda são líderes. Ponto final.
A morte recente de Pinochet prova estas ilações. Os periodistas de referência (os portugueses e os outros) não escrevem jornalismo; fazem política. A caneta denuncia-lhes o carácter pouco isento.
O chileno, embora não fosse grande espingarda, evitou a «sovietização» do país e retirou-se voluntariamente ao fim de três lustros de magistério. O Chile é hoje o espaço mais desenvolvido da América do Sul, desfrutando de uma prosperidade única na região — ganha mesmo no confronto com nações muito mais ricas em recursos naturais, como o Brasil. Mas a democracia que Pinochet restaurara pô-lo em prisão domiciliária. Daqui podem extrair os ditadores um conceito moral: com democratas não se brinca nem se negoceia.

{-Sutra-} disse...

Desculpa vir ao fim de tanto tempo e, mesmo assim, não comentar o que tens escrito. Mas venho por uma boa causa. Se queres participar com uma mensagem de Natal para instituições de crianças e idosos, passa pelo meu site e deixa-a ficar. Ela será enviada num postal de Natal a uma lista de instituições já definida pelos visitantes.
Não deixes de participar nesta iniciativa. A recolha de mensagens termina amanhã, para eu o postal possa ser enviado por mim depois de amanhã.
Queres fazer parte do maior postal de Natal? Então, vem.
Beijos doces

Carmen disse...

Vamos a ver se desta vez consigo comentar...

Carmen disse...

Pelos visto, já me deixa comentar!!

Já sei k estou condicionada pela manipulativa imprensa- tadinha de mim, que não penso por mim própria - ,mas da ida deste ditador pró Inferno só lamento que não tenha sido castigo aki em cima. E acredito que no ajuste de contas final nem todos os ditadores, ou democratas são iguais. Ainda que os meios sejam parecidos, as intenções e os fins diferem...

Sulista disse...

Carmen,
sempre que se fala de algum Ditador de Direita, caem logo em cima dos Ditadores de Esquerda. É um hábito, um preconceito, uma paixão (infantil), da Direita portuguesa....não saber falar de alguem sem comparar logo com outro qualquer...desculpas esfarrapadas...fala-se em alhos, respondem em bugalhos...é caso para dizer:
Mas o que é que o c.. tem a ver com as calças??! Enfim!

nem queiras saber disse...

Infelizmente nem todo o peso que a terra lhe pese é suficientemente pesada pelo mal que causou a tanta gente.
Feliz Natal!

Sulista disse...

«Ai uiche iu a merri cristmas»

;-)

JL disse...

Venho deixar o desejo que o Natal deste ano seja, o mais possível, o reflexo dos valores do Presépio de há dois mil anos. João Lopes

Faliz Natal para ti, Eduardo, para a Carmen e para a Joana.

Carmen, temos que promover o tal encontro que falhou em Dezembro. Que tal no início do ano?
Bem e como estás em Inglaterra: Merry Christmas!!!

Miguel disse...

Eduardo,

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.........*Feliz*
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È Natal ...

Um Tempo de paz, de juntar os que mais amamos em nossa volta, deliciar-nos de uma mesa farta, de dar e receber carinho em forma de presentes embrulhados em papel de sonho, ou apenas em abraços feitos da alegria do reencontro ...!

Um Feliz e Santo Natal são ...
Os votos da Matilde e Cª!

mafarrico disse...

e não faz cá falta nenhuma!

Anónimo disse...

Só falta o Tirano FIDEL CASTRO, RAUL CASTRO E CHEGUEVARRA.
BEM QUE ESTES COMUNISTAS E ESQUERDISTAS PODERIAM AMAR ATÉ A SUA MORTE.
DESJO O IMFERNO PARA ELES.

BACARIA.
RIO GRANDE DO SUL
BRASIL