Hoje voltei a viver uma experiência muuuuito interessante.
Fui pela terceira vez ao tribunal criminal do Porto (ao 2ºjuízo) na esperança de poder resolver um assunto já com alguns anos.
A esperança, diz o povo, é a última a morrer... e como eu sou um Homem de fé, lá fui à hora marcada.
Mas... comecemos pelo princípio.
Há cerca de 3 anos (já nem me lembro com exactidão), ao trazer a minha filha da escola para casa, ao fim do dia, presenciei uma daquelas situações desagradáveis de uma discussão motivada por complicações de trânsito.
Uma senhora já com uma certa idade (mais de 60 anos) descarregava o carro obstruindo ligeiramente a rua.
Um condutor viu-se obrigado a parar o carro e iniciou-se a habitual troca de buzinadelas (para desespero dos peões passantes) e daí aos mimos do costume foi um instante.
De súbito, saltam do interior do automóvel 2 Homens e uma Mulher que iniciam um espancamento público digno das sequelas da guerra do Iraque.
No momento em que me vi forçado a intervir (a medo, claro!) já havia sangue e foi necessário ameaçar com a polícia para que a agressora deixasse de trincar a mão da agredida.
Foi isto! O agressores arrancaram à pressa (o milagre do desentupimento do trânsito aconteceu) e eu lá acabei por deixar os meus dados, a matrícula dos meliantes e a promessa da minha boa vontade.
Não imaginava onde me estava a meter!
2 anos depois fui depor à polícia (que me agradeceu a disponibilidade) e contei esta mesma história.
Em Dezembro foi marcada uma audiência num dos tribunais do Porto. Lá fui, esperei 2h30m e comunicaram-me que por falta de um arguido tinha sido adiada para Janeiro.
Em Janeiro lá voltei a estar. As testemunhas (que agora são mais que as mães e afiançam terem lá estado todas! Milagre das rosas aplicado aos amigos dos arguidos) não faltaram... os arguidos também não, nem tão pouco a queixosa.
É preciso deixar bem claro que eu já não conseguia reconhecer ninguém!
Os advogados compareceram e por isso esperámos mais 2h e qualquer coisa (uma manhã toda à volta de coisa nenhuma).
O Juíz (ou o oficial de justiça, que eu nestas coisas da barra dos tribunais sou um leigo) mandou dizer que o julgamento ficava marcado para o dia 13 de Fevereiro.
Não perdi o tempo todo. Fiquei a saber mais umas coisas sobre chás e produtos naturais... discuti um pouco do desenrolar da última jornada futebolística, aproveitei para dar uma vista de olhos nas revistas do costume (tal qual como nos consultórios médicos) e assisti ao vivo a debates agitados (fora da sala de audiências) entre amigos das duas facções em conflito.
Senti-me tão sozinho!...
É que por acaso, eu até era o único que não conhecia ninguém.
E hoje, este cidadão armado em testemunha, lá voltou ao tribunal.
Estranho... muuuuito estranho... o tribunal à hora marcada estava quase deserto.
Fui ver... não, não era neve... era apenas um pequeno lapso do tribunal. Tinham tentado avisar-me por telefone do adiamento do julgamento, mas optaram por não deixar mensagem no voice mail.
E assim sendo lá voltarei para a semana... esperando que seja a última vez.
Uma pergunta: será que fazem estas coisas para acalmar os impulsos de cidadania?!
Fui pela terceira vez ao tribunal criminal do Porto (ao 2ºjuízo) na esperança de poder resolver um assunto já com alguns anos.
A esperança, diz o povo, é a última a morrer... e como eu sou um Homem de fé, lá fui à hora marcada.
Mas... comecemos pelo princípio.
Há cerca de 3 anos (já nem me lembro com exactidão), ao trazer a minha filha da escola para casa, ao fim do dia, presenciei uma daquelas situações desagradáveis de uma discussão motivada por complicações de trânsito.
Uma senhora já com uma certa idade (mais de 60 anos) descarregava o carro obstruindo ligeiramente a rua.
Um condutor viu-se obrigado a parar o carro e iniciou-se a habitual troca de buzinadelas (para desespero dos peões passantes) e daí aos mimos do costume foi um instante.
De súbito, saltam do interior do automóvel 2 Homens e uma Mulher que iniciam um espancamento público digno das sequelas da guerra do Iraque.
No momento em que me vi forçado a intervir (a medo, claro!) já havia sangue e foi necessário ameaçar com a polícia para que a agressora deixasse de trincar a mão da agredida.
Foi isto! O agressores arrancaram à pressa (o milagre do desentupimento do trânsito aconteceu) e eu lá acabei por deixar os meus dados, a matrícula dos meliantes e a promessa da minha boa vontade.
Não imaginava onde me estava a meter!
2 anos depois fui depor à polícia (que me agradeceu a disponibilidade) e contei esta mesma história.
Em Dezembro foi marcada uma audiência num dos tribunais do Porto. Lá fui, esperei 2h30m e comunicaram-me que por falta de um arguido tinha sido adiada para Janeiro.
Em Janeiro lá voltei a estar. As testemunhas (que agora são mais que as mães e afiançam terem lá estado todas! Milagre das rosas aplicado aos amigos dos arguidos) não faltaram... os arguidos também não, nem tão pouco a queixosa.
É preciso deixar bem claro que eu já não conseguia reconhecer ninguém!
Os advogados compareceram e por isso esperámos mais 2h e qualquer coisa (uma manhã toda à volta de coisa nenhuma).
O Juíz (ou o oficial de justiça, que eu nestas coisas da barra dos tribunais sou um leigo) mandou dizer que o julgamento ficava marcado para o dia 13 de Fevereiro.
Não perdi o tempo todo. Fiquei a saber mais umas coisas sobre chás e produtos naturais... discuti um pouco do desenrolar da última jornada futebolística, aproveitei para dar uma vista de olhos nas revistas do costume (tal qual como nos consultórios médicos) e assisti ao vivo a debates agitados (fora da sala de audiências) entre amigos das duas facções em conflito.
Senti-me tão sozinho!...
É que por acaso, eu até era o único que não conhecia ninguém.
E hoje, este cidadão armado em testemunha, lá voltou ao tribunal.
Estranho... muuuuito estranho... o tribunal à hora marcada estava quase deserto.
Fui ver... não, não era neve... era apenas um pequeno lapso do tribunal. Tinham tentado avisar-me por telefone do adiamento do julgamento, mas optaram por não deixar mensagem no voice mail.
E assim sendo lá voltarei para a semana... esperando que seja a última vez.
Uma pergunta: será que fazem estas coisas para acalmar os impulsos de cidadania?!














