
segunda-feira, janeiro 30, 2006
O sabor amargo... no céu da minha boca.

domingo, janeiro 22, 2006
Viva a Democracia! Sempre!

Porque mesmos vencidos não teremos que estar convencidos!
Hoje perdemos por uma unha negra... perderam os que acreditaram noutras candidaturas, os que queriam um estilo diferente, mais dialogante, mais interventivo, com mais respeito pelas diferenças, com uma visão menos economicista, e com um pendor mais humanista.
É assim a Democracia. Por um voto se ganha, por um voto se perde.
Hoje, a diferença é de escassos 40.000 votos em milhões de Portugueses.
É uma diferença qb.
É uma diferença esmagadora.
É uma diferença incontornável.
Hoje, depois de saber os resultados eleitorais, brindei à Democracia e à Liberdade.
Brindei ao pluralismo!
Mas não me peçam para estar feliz.
A minha Alma está da cor das bandeiras.
Que o futuro seja mais colorido!
sábado, janeiro 21, 2006
Celebrar Abril

segunda-feira, janeiro 16, 2006
Que o Tempo não apague...

segunda-feira, janeiro 09, 2006
Viva o Anarco-liberalismo!!!

Fala-se hoje insistentemente em diminuir o papel do estado na sociedade, como se esse mesmo estado não fosse o cimento da sociedade.
Aquilo que nos distingue da grande parte dos animais deste desgraçado planeta, é exactamente esta capacidade que temos de construir ou destruir em comum com os nossos semelhantes.
Nos primórdios da Humanidade, gastou-se seguramente muita energia a tentar unir as tribos, a ideia de uma vida em grupo. Perderam-se com toda a certeza muitas cabeças brilhantes, turvadas pela ambição da auto-satisfação em detrimento da felicidade do clã, da família, da raça, ou da espécie Humana.
Há, sobre estes primeiros passos, um pequeno livro absolutamente delicioso que descreve de forma muito interessante este dilema entre o egoísmo humano e o altruismo (que provavelmente não passará também duma espécie de egoísmo – tipo egoísmo iluminado).
O livro chama-se “Porque comi o meu Pai” de LEWIS, Roy e é passado nos momentos históricos da descoberta do fogo.
Mais tarde, (muitos anos, muitos milénios, muitas guerras e muitas mortes mais tarde) - e o livro não chega aqui - descobriu-se a importância da lei e da máquina estatal para a fazer cumprir. Até porque a ideia de propriedade, profundamente enraizada nos nossos genes primitivos ameaçava consumir a espécie se não fosse devidamente enquadrada numa estrutura legal.
Odiado por muitos, o estado e a sua máquina administrativa cumpre um papel social absolutamente vital para a nossa vida na selva actual.
Não sei se é por ser do tipo pouco musculado, mas a sociedade tipo “lei do mais forte” desagrada-me enquanto cidadão.
Preocupa-me imaginar um futuro onde as coisas se tenham de resolver à estalada, ao murro, por via directa ou recorrendo a capangas bem pagos.
Se as coisas como estão têm uma deplorável tendência para funcionar mal, com os tribunais a arrastarem processos por tempos intermináveis, imaginem o que seria os assuntos resolverem-se como no “Far west”.
Agora imaginem que, sem leis, também não houvesse impostos a pagar...
Parece um paraíso... o sonho de qualquer cidadão inconformado com IRS’s, IVA’s, IA’s e IRC’s...
O problema seria quando precisassemos de fazer obra pública.
Teríamos longas e intermináveis discussões para discutir quem pagaria esta ou aquela estrada, esta ou aquela ponte.
Muito provavelmente acabaríamos à estalada e a obra far-se-ia a passar bem ao lado das casas de quem dominasse financeiramente o burgo.
É no meio destes sonhos poéticos, que surge uma nova vaga de anarquistas a que eu chamaria “Anarco-liberais”, com uma exigência absoluta: Menos estado!
Os Anarco-liberais começariam por abolir os pagamentos para a segurança social.
Quem não sabe poupar em novo, não merece uma vida decente em velho!
Quem adoece e não tem dinheiro é porque não soube prever o futuro!
Quem é despedido é porque não gosta de trabalhar!
E imensas pérolas deste tipo...
A sociedade perfeita para um Anarco-liberal é aquela onde o mais forte, ou mais esperto, consegue impor a sua lei.
Temos em Portugal o campo ideal para esta nova ideologia...
Um País em que muitos esperam do estado o empurrão ou o subsídio e em que esses mesmos se tornam exímios na arte de enganar o seu semelhante, fugindo ao fisco, recebendo indevidamente verbas que deviam ser para quem delas mais precisa, faltando ao emprego por doenças inexistentes, extorquindo dinheiro aos seus funcionários, guardando para si os descontos legais... não pagando salários a quem trabalha, etc. Etc.
Acreditem... quando lerem o livro que recomendo, perceberão que nós também comemos o Pai...
segunda-feira, janeiro 02, 2006
Homem que é Homem...

Há na TV um anúncio da Nissan absolutamente deplorável!
Trata-se de um anúncio a um todo-o-terreno que faz um dos apelos mais patéticos à mais patética ideia de masculinidade.
Homem que é Homem lava a louça, faz a lista das compras, vai às mesmas, arruma a casa, cozinha, etc, etc... ou não...
E depois remata num das frases do mais primitivo apelo machista do início do século passado:
Este é o Todo-o-terreno para os Homens a sério... ou seja (pode ler-se no contexto) aquele que tem tudo feito em casa, que não sabe a cor dos condimentos, que imagina que lavar a louça, fazer as camas, ir às compras são actividades recreativas próprias do sexo feminino ou características de Homens com opções sexuais "duvidosas"...
Pode ser que eu tenha compreendido mal o anúncio...
Pode ser que, por fazer (apesar de pouco - dizem até que de menos) algumas destas actividades, a minha sensibilidade masculina esteja a deteriorar-se.
O que não pode ser é já não haver indignação.
Acreditem! Cá por casa, nem Homens nem Mulheres comprarão Nissans enquanto perdurar a força desta acção de marketing primário.
Só espero... para bem estar das nossa filhas e filhos que os que comprarem os Nissans em questão não se lembrem de partir montados nos mesmos para as novas caçadas do século XXI, atropelando inocentes em vez de ursos pardos e outros animais selvagens.
Já agora... de que serão mesmo capazes estes homens a sério?!
quinta-feira, dezembro 29, 2005
Muitos dias por estrear...
A ciência está em saber usá-los o melhor possível.
2005 já era... com todos os seus momentos melhores e os piores.
Ao nível dos melhores momentos, destaco um que me pareceu de importância crítica para o futuro de Portugal, que foi a eleição de uma nova maioria no Parlamento, fruto do exercício de um dos poderes mais importantes do presidente da República.
Que não restem dúvidas que se trata de um poder vital para o bom funcionamento da Democracia, que à esquerda e à direita tem tido detractores, consoante o governo a apear seja ou não de sinal contrário.
E foi assim que, em 2005, vi alguns dos que tinham aplaudido a decisão de Mário Soares - em não dar ao parlamento (maioria PS/PRD) a possibilidade de voltar a constituir governo - criticar durissimamente Jorge Sampaio por ter inviabilizado um novo governo PSD/PP e convocado eleições antecipadas, apesar de haver uma maioria parlamentar.
Da mesma forma, vi gente bater palmas, quando muitos anos antes tinha arrancado cabelos por causa da decisão de Soares.
No primeiro momento, os Portugueses estavam alinhados com o sentimento do presidente de que havia necessidade de estabilidade e deram uma maioria absoluta a Cavaco Silva, como no segundo momento, deram maioria absoluta a Sócrates.
Refiro esta questão antes de reflectir sobre as minhas expectativas para 2006, porque me parece que, sob o ponto de vista da vida política, a eleição do Presidente da República será marcante para todo o ano e seguintes.
Para 2006, espero que sejamos capazes de escolher um Presidente com capacidade de isenção, capaz de separar as suas simpatias partidárias do exercício do poder.
Espero também que o nosso futuro presidente saiba estabelecer de forma clara o primado do Homem sobre a economia.
Espero que a economia seja colocada ao serviço dos Portugueses e não o contrário.
Desejo que o nosso futuro Presidente seja capaz de aproximar a lógica do possível daquela que é a lógica dos nossos ideais.
E é por isso que não posso votar em candidatos que se preocupam mais com a saúde da economia do que com o bem estar dos Portugueses, com a saúde de empresas a aumentar o lucro à custa da dispensa dos seus funcionários.
E por isso não votarei Cavaco Silva!
E é por isso que não posso votar em candidatos que estão mais preocupados com o seu umbigo, com as suas "guerras pessoais".
E por isso não votarei Mário Soares!
E é por isso que não posso votar em candidatos mais preocupados em gerir a agenda dos seus partidos!
E por isso não votarei nem Jerónimo de Sousa, nem Francisco Louçã!
Como não votarei em tantos outros candidatos, por melhores e mais apetecíveis que possam ser as suas intenções... porque quero ajudar a eleger um Presidente!
E por isso votarei Manuel Alegre!
Convicto que em muitos pontos divergirei consideravelmente do seu posicionamento.
Mas certo que votarei no respeito pelos Portugueses.
Certo que votarei no candidato mais próximo dos meus ideais Humanistas.
E... já agora... se não for pedir muito para 2006, gastarei algumas uvas passas a desejar que José Socrates não se esqueça do seu referencial ideológico e governe de acordo com os princípios com que foi eleito.
Para todos um Bom ano 2006
terça-feira, dezembro 20, 2005
O desnorte... ou o poder do Papa.

Quando se fala de intenções, normalmente das boas, é verdade que anda o inferno cheio.
Isto, a propósito da vontade do meu partido socialista reconhecer às mulheres a possibilidade de escolherem livremente o direito à maternidade.
O problema é multifactorial e revela um grande desnorte do partido enquanto voz colectiva, imperando as pequenas tendências, habitualmente com enorme capacidade de pressão, impedindo o cumprimento de algumas das promessas mais mediáticas do partido.
Porque o que me parece claro é que por trás da promessa do referendo estava mais do que o referendo propriamente dito, estava a despenalização de uma prática frequente entre as mulheres, normalmente as mais desfavorecidas, que é a prática do aborto.
Nós somos um país irracional... onde se prefere proibir do que regulamentar.
A título de exemplo, vejam-se as placas de limite de velocidade de 10 ou 20 Km/hora que costumamos encontrar em algumas estradas, como se fosse possível transitar a essa velocidade... Veja-se a proibição de uma das práticas mais frequentes como é o caso da prostituíção, a proibição do consumo de drogas... adiante!
A acrescer ao incumprimento da promessa eleitoral, dado que o referendo foi mandado para as malvas, o governo, agora pressionado pela necessidade real da redução de custos, decidiu que as mulheres mais desfavorecidas e que iam aos centros de saúde buscar os seus anticoncepcionais de forma gratuita, só podem a partir de agora ter direito a medicamentos da velha guarda. Nem pílulas recentes, nem adesivos, nem aneis.
Querem controlar a natalidade?! Pratiquem abstinência, porque parece que o sexo passa a ser um direito de quem tem dinheiro!
Consta que a par disto se pretende cortar a comparticipação a todos os anticoncepcionais fora do âmbito dos centros de saúde.
Moral da história: Nem despenalização, com a possibilidade de, em casos controlados, se poder realizar abortos em instituíções hospitalares, nem a prevenção da gravidez indesejada.
Há sempre um caminho. Manter a situação actual com vantagens claras para quem tem poder económico, que pode optar por fazer cá, sem problemas de maior, o que sendo ilegal é sempre possível, ou fazendo lá fora, onde já é legal, mas precisando ainda de mais do tal vil metal que uns, como sempre, têm mais que outros.
Com este medida, não se agitam demasiado as águas e não se provoca mal estar na igreja e nos lobbys que trabalham no interior do PS.
Nesta, como noutras coisas, importa encontrar o Norte e agir de acordo com as ideias que temos e anunciamos.
Normalmente, a gestão de vão de escada empurra os países exactamente para o local indicado, o vão de escada.
Termino com duas perguntas: Porque nos preocupamos tanto em aumentar a natalidade?
Os países mais desenvolvidos da Europa não serão precisamente os que têm uma pirâmide de idades mais envelhecida?
quinta-feira, dezembro 15, 2005
Portugaia/Portogaia


Ancestralmente separadas por um acidente geográfico, o rio , historicamente unidas pelo destino comum em torno do Douro, Porto e Gaia são sem dúvida feitas de idêntico e complementar tecido. Ambas tiraram partido do que o rio lhes permitia, com o correr dos tempos tornaram-se as duas nos entrepostos comerciais para os produtos oriundos de toda a área de Ribadouro, que seguiam por mar para os principais centros portuários europeus, nomeadamente da Grã-Bretanha e da Flandres, partilhando também as últimas tarefas que aprontavam o Vinho Fino, antes que este fosse degustado pelos palátos abastados de todo o mundo, sob o britânico nome de Port wine.
segunda-feira, dezembro 12, 2005
...e o Pai Natal?! Alguém sabe do Pai Natal?!

sexta-feira, dezembro 09, 2005
Os candidatos pobres - ou a pobre Democracia

Afinal havia outros...
E se é verdade que destes, nem todos conseguirão as assinaturas necessárias (alguns nem tentaram), que eu saiba há pelo menos um que já é formalmente candidato.
Da esquerda para a direita (sem leitura ideológica), temos:
José Maria Martins
António Lança de Carvalho
Garcia Pereira
Luís Botelho Ribeiro
Luís Filipe Guerra
Manuel Vieira
Manuela Magno
Nelson Magalhães
Mário Nogueira
Gonçalo da Câmara Pereira
Carmelinda Pereira
e, para além destes, que as notícias da net me deixaram descobrir, ainda houve mais três cidadãos que anunciaram poder vir a ser candidatos:
Menezes Alves (o eterno Soarista que agora pediu para se filiar no PS), José Ferraz Teixeira e Maria Teresa Lameiro.
A profusão de candidaturas é, em si mesma, uma prova de que ainda há cidadãos que vêem a vida política para além dos partidos (e que o afirmam à distância dos mesmos).
Como é evidente, para mim que estou partidariamente comprometido, seria impossível afirmar que uma militância é incompatível com uma candidatura às presidenciais, mas não posso, apesar disso, não reconhecer a importância deste tipo de candidaturas.
São uma espécie de pedradas no charco.
Pela minha parte vou tentar saber mais sobre alguns deles (porque um ou outro já os conheço de outros carnavais...)
www.lancadecarvalho.homestead.com
www.movimentohumanista.com/luisfilipe/
www.nelson-magalhaes.com
www.botelhoribeiro.org
www.josemariamartins.com
www.manuelamagno.com.pt
www.vieira2006.com/
www.garciapereira-presidenciais2006.net
www.recuperarportugal.org
www.pous4.no.sapo.pt/presid.html
Uma última nota: em 19 candidaturas anunciadas, apenas 3 são no feminino.
A mim, que tenho o orgulho de ter apoiado uma das grandes mulheres da política, Maria de Lurdes Pintasilgo, faz-me ter pena deste país.
Acredito que este é um tema para grande reflexão e que não passa, seguramente, pelas quotas mínimas.
quinta-feira, dezembro 08, 2005
vamos lá começar pelo fim
Ter um norte é não perder de vista donde vimos, quem somos e o que queremos . Povo que ancestralmente viveu e conviveu desde o cabo Finisterra até às terras de Santa Maria , irmanados pelas agruras de um clima agreste , tenazmente defendendo o que é nosso , sem esperar por mais do que ter saúde para enfrentar o desafio de viver. Falamos desde há longos séculos uma língua com muitos Bês e poucos Vês e isso demonstra apenas a fidelidade às nossas raízes. Deste Galaico-Duriense derivou mais tarde a Língua Oficial Portuguesa , interessante não ?
O Norte portanto ,asfixiado pelo tal centralismo , atravessa hoje a sua mais profunda crise das últimas quatro ou cinco décadas , deve no meu entender desprender-se da vã esperança de soluções oriundas do seu exterior físico e voltar a pensar em si mesmo como unidade sócio-cultural e económica capaz de encontrar solução para a sua doença mortal , o centralismo . Ora como os nossos irmãos galegos têm também um longo historial com um diagnóstico idêntico ,um pouco atenuado pelo ainda recente estatuto autonómico ,talvez se possa encontrar resposta nessa comunhão de interesses e cultura que é o Noroeste Peninsular ou melhor , a Portogalícia.
Caros nortenhos deixem de uma vez por todas de criticar Lisboa ,a gente sabe bem do que ela sofre , avidez crónica dos nossos impostos , deixem lá o sul para ir de férias na páscoa ,tem um clima porreiro e é quase tão barato como Marrocos..
Nada esperem também do rebanho partidocrata , contaminado até ao nível local pela brucelose centralista,nada lhes pode valer . Só um forte movimento de opinião poderá gerar as sinergias suficentes , bem como as lideranças urgentes . Perante o estado a que nos fizeram chegar , em breve ambas surgirão.
segunda-feira, dezembro 05, 2005
UM Tê Gê Bê pra quê?

Sr. Primeiro Ministro,
Tenha juízo!
Mas porque carga de águas precisa V.Exa. de um TêGêVê?
Ocorre-me que seja por uma questão iberista, ou seja, por uma vontade profunda de escoar os Lisboetas e seus vizinhos nacionais para o Aeroporto de Barajas em Madrid. O que até que nem está mal visto!
Os nuestros hermanos agradecem.
Mas então... e desculpe-me se estou confuso... para que precisamos de um novo aeroporto!?
Pode ser que nunca tenha reparado, mas cá pró Norte temos um aeroporto novinho, cheio de betão fresquinho, acabadinho de estrear e desejoso de receber aviões de todo o mundo.
E até parece que muitos dos passageiros dos aviões que aterram na Portela querem mesmo é vir para o Norte... dizem!...
Eu sei que não costuma fazer escalas técnicas no Porto, mas nós estamos habituados a visitar o aeroporto de Lisboa cada vez que queremos ir mais para Norte. Deve ser para poupar combustível...
Mas não! Não pense que estou com este discurso todo, só porque não vamos ter um TêGêBê!
Não quero!!! Aliás... não preciso!
Um TêGêBê do Porto para Lisboa?! Tenha dó!
Se quisermos apanhar aviões baratos vamos a Vigo que sempre vamos a outro aeroporto da nossa terra.
E depois, não acha que menos de três horas para chegar a Lisboa (e outras tantas para voltar que a gente gosta de dormir em casa) já é um tempinho simpático?
Presumo que o meu caro 1º Ministro ainda se lembre que temos um "Pendular".
É giro, rápido, limpinho, dá para escrever umas coisas enquanto viajamos, tem 1ª e 2ª classe e há mais que um por dia.
Tem ideia de quanto tempo pouparíamos com esse tal de TêGêBê?
É que os minutos de diferença que conseguiríamos provavelmente davam um custo por viagem ao nível dos preços do Concorde e olhe que esse finou-se por causa das "manias das poupanças".
Sr. 1º Ministro, não inbente!
Se por acaso lhe sobrarem uns troquitos do orçamento, lembre-se dos que ainda acreditam que valeu a pena ter votado em si... distribua pelos reformados, pelos que ganham o ordenado mínimo, não descomparticipe medicamentos que fazem falta a quem os toma, não deixe de subsidiar os anticoncepcionais e tantas outras coisas que eu sei que tem na sua agenda, no cantinho dos pendentes, mas que, provavelmente, não tem tido tempo de tratar por andar às voltas no seu TêGêVê e amargurado com as vozes descontentes com a tal da OTA.
Desculpe lá o discurso amargo... mas é que eu ainda acredito! Já não percebo é nada disto!
domingo, dezembro 04, 2005
Um Blog partilhado

A partir de ontem este blog passou a ser partilhado entre mim e um Amigo de longa data e de experiências comuns.
Como tudo o que fazemos com os outros, tem a vantagem de não ter apenas uma perspectiva, o que equivale a dizer que contém em si a possibilidade de poder afirmar e negar dentro do mesmo espaço.
Obrigado José Rocha por aceitares este repto. Agora só falta começar a escrever e a comentar...
Comovido...
Tem força e fio qb. Obrigado Sulista por se lembrar cá do Fio do Norte.
sábado, dezembro 03, 2005
Tou triste...
porque uma das outras regiões da língua portuguesa, a Madeira, perdeu um jogo de futebol contra uma instituíção que representa o centralismo... (leia-se benfica, para os mais distraídos...)
às onze e meia...
sexta-feira, dezembro 02, 2005
Todos nós temos direito às nossas irracionalidades.
quinta-feira, dezembro 01, 2005
Uma capital nas colónias?
Pequeno, mas com ambições milenares.
O nosso Fundador, D. Afonso Henriques, filho da Galega Dna. Teresa, não tendo possibilidades imediatas para estender a sua fúria conquistadora para Norte ou para leste, lançou os seus soldados (dizem que poucos) à conquista da Mouraria.
O gosto pegou e, provavelmente por causa do clima mais ameno, menos húmido e mais quente, a nossa nobreza emergente mudou a capital para as colónias conquistadas aos Mouros.
Fruto de uma saudável tendência familiar para a mistura dos sangues, criou-se uma espécie de país, à procura de uma identidade na pequena manta de retalhos que é o rectângulo a que chamamos Portugal.
Mas em cada uma das "rosetas" desta colcha com que nos cobrimos, existe um sentimento muito próprio.
Há formas de sentir condimentadas com as ervas do alentejo, como há outras, muitas outras, de condimentos bem diferentes.
A Norte, os nossos gostos procuram os sabores das terras da Galiza, procuram a alma comum destes povos divididos.
Hoje, 1º de Dezembro, dia da restauração, do fim do domínio castelhano sobre a terra de Portugal, importa voltar a procurar a nossa determinação regional e reafirmar o nosso sentir e falar próprio.
Porque Portugal não é a minha Pátria... a minha Pátria é maior que este bocado de terra, está espalhada pelo mundo e gosto de a sentir a partir da minha forma de a olhar, com este olhar do Norte.
A minha Pátria...

Dizia o Poeta " a minha Pátria é a minha língua".
Esta Pátria imensa, rodeada de mil mares e vestida de mil cores...
Mas nesta Pátria, eu procuro o Norte, a nossa pronúncia do Norte... e as nossas outras raízes.
Não existe um Portugal, existem espaços de partilha, tempos de convivência mas existem também diferentes maneiras de sentir e ver o mundo.
A Norte - do Douro aos mares da Galiza - sentimos o mundo à nossa maneira. À maneira mágica dos povos Celtas que nos povoaram.
Não somos melhores que os outros espaços da nossa língua... somos diferentes... na pronúncia como no sentir.

